Tendência: Veludo de volta
“Putegiatto” de Gio Ponti é dum dos veludos relançados pela italiana Rubelli desde 2013.
Um dos tecidos mais nobres e ligados ao luxo, o veludo entrou em desuso há alguns bons anos. No Brasil principalmente, onde as altas temperaturas imperam em grande parte do país, era bem raro encontrá-lo como revestimento de algum mobiliário de casas bem decoradas ou até mesmo fazendo pesadas cortinas – item que se revela bastante interessante e diferente a ser feito no material, já que, de um modo geral, devem ser feitas em tecido “leve”.
Peças pequenas, como banquetas, pufes e almofadas, revestidas em veludos desenhados, pontuam o espaço com muito luxo.
No entanto, já desde a “Paris Decó Off” (feira de lançamentos têxteis), do início do ano passado, o veludo ensaia sua volta triunfal, pelo menos nos grandes centros irradiadores de cultura global como Paris, Londres e Nova York – cidades de temperaturas baixas, igualmente. E, em que pese o fato de “aquecer” um espaço, o veludo começa a aparecer também em nosso país, normalmente em residências de luxo e localizadas em cidades mais frias.
Desenhos, padrões, desgastes, uma série de modernas técnicas têxteis têm sido utilizadas para atualizar o veludo.
Mas o tecido agora vem diferente: com um enorme leque de opções em tecnologia têxtil disponíveis aos grandes fabricantes, é possível encontrá-lo já desgastado, meio “puído”, mesclado a outros fios, com intervalos entre fiadas de tecido, enfim: em diversas apresentações que o tornam mais desejável, bonito, diferente e até mesmo mais apropriado às variações climáticas que todos já sofremos, onde quer que estejamos residindo no globo terrestre.
A espanhola Gastòn y Daniela lançou um veludo desgastado em cores bem diferentes com muito sucesso.
As cores são as mais variadas, saindo dos convencionais vermelho, vinho, bordô e azul real para laranjas intensos, roxos e até mesmo verdes claros. O que é preciso para usá-lo bem é estudar com atenção o ambiente onde será utilizado: cores, acabamentos, formas e todo o vocabulário básico de critérios de um bom profissional de interiores deve ser observado. Mas é certo que, ao utilizá-lo em qualquer espaço, o projeto se tornará mais belo e atual.


