Atenas
Muito do que entendemos como filosofia e arte no mundo de hoje vem desta antiga cidade, de data de fundação perdida no tempo. Atenas, na Grécia, cidade-estado durante o grande período da civilização grega, no primeiro milênio a.C., era o principal centro cultural e intelectual do Ocidente durante a chamada “Idade do Ouro” da Grécia (aproximadamente de 500 a.C. até 300 a.C.). Após estes dias de fausto, quando emanava o que era bom, bonito e, mais que tudo, o fio condutor do pensamento humano, continuou a ser uma cidade próspera e um centro de estudos até o período tardio do Império Romano. Depois do ano de 529 d.C., quando o Império Bizantino foi convertido ao Cristianismo e suas escolas de filosofia foram fechadas, Atenas perdeu seu status e se tornou uma cidade provinciana.
Mas seu passado glorioso e fértil em ideias e em beleza não se perdeu. Seu nome foi escolhido em homenagem à deusa Atena, também conhecida como Palas Atena, que é na mitologia grega, a deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia, das artes, da justiça e da habilidade. Sendo seu centro de culto mais importante, Atenas possuía o mais célebre templo em sua homenagem, o Partenon, cujas ruínas estão presentes na acrópole da cidade. Ele se tornou um dos mais conhecidos ícones da cidade e de toda a cultura grega, e constitui um exemplo do templo grego em estilo dórico.
Depois da derrota para os persas em 479 a.C., Atenas passou a exercer uma inconteste hegemonia cultural sobre toda a Grécia e deu-se início para o período clássico (c. 450-323 a.C.) nas artes. Péricles, governador da cidade à época, iniciou um grande programa de obras públicas e a reconstrução da Acrópole, cuja direção foi confiada a Fídias, talvez o mais celebrado dos escultores gregos. O interesse pela representação anatômica fidedigna se tornou dominante, mas havia também uma depuração natural de tudo o que fosse excessivamente idiossincrático e transitório, incluindo aqui a representação das emoções. Desenvolveu-se a técnica do bronze em cera perdida, que passou a ser o material de eleição para a estatuária independente, continuando o mármore a ser usado na escultura arquitetônica. Formas majestosas, austeras e impassíveis vêm deste período. O sucesso da escultura clássica foi imediato e desencadeou um fértil debate teórico entre importantes pensadores da época, como Platão e Aristóteles, que inauguraram com isso um novo ramo filosófico, a Estética. Também foi o estilo que mais duradoura influência exerceu ao longo da história da escultura do ocidente, tornando-se quase um sinônimo para “escultura grega”.
Pintura, música, urbanismo, literatura e teatro, mosaico, dança, todas as manifestações artísticas tiveram seu lugar na Grécia Antiga e, é claro, em sua principal cidade. É deste ponto na península do Peloponeso que provém inúmeras ideias e ideais de cada uma destas artes. Sem falar na filosofia, onde a cidade foi o cenário natural para o caminhar dos mestres e seus discípulos em conversas, discussões e, por vezes, contendas sobre um ou outro aspecto da vida que se levava e sobre o significado de tudo ao redor, Atenas ocupa sempre um lugar de destaque. De sua face dura, escavada na pedra, e da beleza azul do mar sem fim à sua frente, advém inúmeras citações, exemplos, experiências e inspirações para um número infinito de criações ao redor de todo o globo, incluindo o extremo oriente.
Atualmente Atenas é um dos maiores centros mundiais de pesquisa arqueológica, uma vez que possui inúmeros sítios arqueológicos localizados no próprio centro urbano da cidade. Dentre eles se destaca a Acrópole, o antigo centro sagrado da cidade, célebre em todo o mundo tanto por sua relevância histórica como pelas ruínas do Partenon e do Erecteion. Além disso, a cidade sedia várias instituições nacionais e organismos internacionais voltados para a arqueologia. Da recuperação, manutenção e preservação do que ainda existe da antiga gloriosa cidade ainda surgem novos conhecimentos e soluções para o mundo atual.
Fonte: Wikipedia

